Anandamayi Ma foi uma filósofa indiana. Ela viajou muito por seu país e estabeleceu diversos centros espirituais e ashrams. Nos anos 1950, sua fama já se espalhara por toda Índia e exterior, e devotos vindos de toda a parte afluíam aos mais de 20 ashrams a ela filiados. Sua presença espiritual marcante, que abrangia poder interior e uma beleza cativante, conjugada a uma imensa generosidade e amor pelos outros, trouxe-lhe muitos admiradores, não só entre hindus, mas também entre fieis de outras fés.[1]
“A mais perfeita
flor que o solo da Índia produziu”, como Ananda Mayi Mâ foi descrita por um
contemporâneo, ela nasceu no seio de uma piedosa e pobre família de origem
bramânica no território da então Índia britânica, hoje Bangladesh. Por isso, só
pôde frequentar a escola por um par de anos e mal foi alfabetizada. O que não a
impediu de exibir, desde cedo, uma sabedoria sutil e refinada, simultaneamente
prática e metafísica. Seu caso pode ser incluído entre os raros entre aqueles
que a teologia chama de ‘sabedoria infusa’, ou seja, mesmo sem lhe ter sido
ensinado, ela já “nasceu sabendo” muitas coisas.
“Respirar
sem pensar em Deus é um desperdício; só aos seres humanos foi dado o poder de
buscar e encontrar Deus”, ela disse uma vez, em referência ao caminho
espiritual que ela favorecia e praticava, o da Lembrança de Deus, ou japa-yoga.
Para
Ananda Mayi Ma, a vocação suprema vocação do ser humano é “aspirar à sua
auto-realização, todas as outras obrigações são secundárias". Somente as
ações que despertavam a natureza divina do homem podiam ser chamadas de ações,
segundo sua visão.
"A
exposição de Deus é a única exposição digna do nome, tudo o mais é futilidade e
sofrimento”, ela costumava dizer.
Ela
incentivava as pessoas a seguirem suas respectivas religiões e mestres, e a
escolher o Nome Sagrado mais atraente para seus corações e mentes, e a invocar
este Nome constantemente.
"Encontrar-se
é encontrar Deus, e encontrar Deus é encontrar a si mesmo" era seu lema de
vida.
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